Fonte: Le Monde Diplomatique.Disponível em : http://mondediplo.com/maps/refugees
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Refugiados e Solicitantes de Asilo - Situação em 2007
Fonte: Le Monde Diplomatique.Disponível em : http://mondediplo.com/maps/refugees
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Jogo recria vida de um refugiado

Em um primeiro momento você escolhe o nome do personagem e a pessoa que irá representá-lo. O primeiro nível ocorre ainda no país de origem do refugiado, aonde o poder foi tomado por alguns militares e estes estão atrás dos dissidentes. Você terá que responder a um interrogatório, fugir pela cidade sem ser pego pelos militares e arranjar um meio de sair do país. No segundo nível você já se encontra no país vizinho e terá que enfrentar as dificuldades de ter deixado tudo para trás e estar em um país com um cultura e língua completamente diferentes. Nas fases desse nível você terá que encontrar refúgio em algum lugar da cidade e enfrentar as dificuldades de frequentar uma nova escola. Por fim, o terceiro nível é marcado pela adaptação do refugiado a esta nova realidade. Você terá que arranjar um emprego e enfrentar preconceitos no seu dia-a-dia.
Para os interessados, segue o site do jogo em espanhol: Contra Viento y Marea
Como diria a abertura do jogo: "Tua vida corre perigo e tens que fugir do país. Sobreviverá? Tente"
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Cifra põe em dúvida número real de deslocados na Colômbia

Uma nova estimativa coloca em dúvida o número real de pessoas deslocadas na Colômbia em conseqüência do conflito político no país e opõe governo, organizações não-governamentais (ONGs) e agências humanitárias.
Segundo a ONG Conselho Consultivo para os Direitos Humanos e Deslocamentos Forçados (Codhes), 270 mil colombianos foram deslocados no primeiro semestre deste ano, o que significou um aumento de 41% comparado ao mesmo período de 2007.
Mas um porta-voz da agência presidencial Ação Social, encarregada de prestar atendimento a pessoas deslocadas, disse à BBC não confiar nesses números.
O consultor da Ação Social Armando Escobar disse que já foram identificados casos de "pessoas inescrupulosas" que se registram como deslocadas sem sê-lo, e de famílias que se registraram duas vezes.
Enquanto o Codhes estima que há cerca de 4 milhões de pessoas deslocadas na Colômbia, a Ação Social afirma que tem registradas 2,6 milhões de pessoas.
Por sua parte, Gustavo Valdivieso, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), pediu que "não se politize" a polêmica em torno das estimativas e sublinhou que o problema central é o atendimento aos deslocados.
Recrutamentos forçados
Ao apresentar um relatório sobre o fenômeno, o diretor da Codhes, Jorge Rojas, disse que no primeiro semestre de 2008 houve 66 deslocamentos em massa, afetando 33.251 pessoas.
Segundo o especialista do Codhes, a atividade da guerrilha e de grupos paramilitares - muitas vezes ligada à produção e tráfico de drogas -, e práticas como o recrutamento forçado, têm levado a uma onda maciça de deslocamentos forçados.
"O êxodo maciço indica que há uma violenta pressão contra a população civil em várias regiões do país e que continua sendo crucial a questão da fumigação de culturas ilegais (para produção de droga)", disse Rojas.
O porta-voz da Acnur concorda. Segundo ele, "são cada vez mais freqüentes as histórias de pessoas que se mudaram para impedir os seus filhos ou filhas de ser recrutados".
"É incontestável que há um aumento dos deslocados", disse Valdivieso. Mas ele explicou que a situação não é a mesma em todas as regiões da Colômbia.
Segundo o porta-voz, o movimento caiu em algumas e subiu em outras. Um dos novos fatores a influenciar esta dinâmica é a existência de minas antipessoal espalhadas pelo país.
Governo
Já Armando Escobar, da agência governamental, nega que tenha havido um aumento dos recrutamentos forçados ou dos deslocamentos.
"Grande parte do aumento no deslocamento em 2007 e 2008 refere-se a processos de reacomodação das famílias. Isto quer dizer que muitas famílias que já estavam registradas como deslocadas se dividiram e voltaram a se inscrever com outros membros", ele argumenta.
Segundo o consultor do governo, dos últimos 500 mil registros de deslocados, 160 mil são pessoas que já tinham registrado anteriormente.
Além disso, ele afirma, "este ano, começamos a perceber um aumento importante nas fraudes de registros. Há muita gente que consegue se registrar sem ser deslocada".
Segundo ele, muitos pobres "vêem que ser deslocado implica vantagens em saúde, educação e moradia".
A Ação Social afirma que cerca de um milhão de pessoas deslocadas (280 mil famílias) estão ligadas ao Programa Presidencial Famílias em Ação, que oferece subsídios alimentares e educação para crianças com menos de 18 anos.
O Codhes diz que a situação socioeconômica dos deslocados é "crítica" e alerta para o fato de que mais de 80% deles vivem em condições miseráveis.
Fonte: BBC Brasil
terça-feira, 30 de setembro de 2008
ONU aponta fuga de paquistaneses para o Afeganistão
Outros cerca de 300 mil foram forçados a abandonar suas casas por causa dos confrontos, embora o Paquistão diga que muitos conseguiram refúgio na própria região.
Militares paquistaneses lançaram uma ofensiva em Bajaur e dizem ter matado mais de 2 mil militantes.
Direção oposta
A agência de refugiados da ONU diz que a maioria dos que fugiram retornará para casa assim que os confrontos na região terminarem.
Segundo a agência, cerca de 70% das famílias são do Paquistão, mas o resto é formado por afegãos que viviam no país. No passado, refugiados afegãos cruzaram a fronteira na direção oposta.
Cerca de 4 milhões de afegãos fugiram da violência e foram procurar refúgio no Paquistão nas décadas de 80 e 90, mas mais da metade já voltou ao país de origem.
Recentemente, a agência pediu doações de mais de US$ 17 milhões para ajudar cerca de 250 mil pessoas desalojadas pelos confrontos e por inundações no noroeste do Paquisão.
Segundo a entidade, o dinheiro era necessário para a compra de barracas, cobertores e outros materiais.
Ataques
Tentativas do governo paquistanês de negociar com os militantes nas áreas fronteiriças com o Afeganistão parecem ter fracassado, de acordo com correspondentes da BBC na região.
O Paquistão sofreu uma série de ataques suicidas atribuídos a grupo militantes - incluindo um grande atentado neste mês que deixou mais de 50 mortos no hotel Marriott em Islamabad.
Militantes usam as áreas tribais como base para operações no Paquistão e do outro lado da fronteira, no Afeganistão.
Acredita-se que o Talebã e a Al-Qaeda estariam operando na região após terem sido forçados para fora do Afeganistão.
A presença dos grupos radicais nas regiões fronteiriças resultou em ataques americanos dentro do Paquistão.
Os ataques irritaram o governo paquistanês e, como resultado, houve incidentes na fronteira em que tropas paquistanesas atiraram contra helicópteros americanos por uma suposta violação de espaço aéreo.
Fonte: BBC Brasil
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
52 Refugiados Somalis morrem em barco!
Fonte: Agencia Estado
domingo, 28 de setembro de 2008
Refugiados Palestinos no Brasil
Refugiados palestinos completam um ano em Mogi das Cruzes
Imigrantes já falam a língua e se integraram ao mercado de trabalho.
Eles vieram através de acordo do governo brasileiro com a ONU.
Eles vieram através de um acordo do governo brasileiro com a ONU, que teve como objetivo atender os palestinos refugiados do Iraque após a queda do regime de Saddam Hussein em 2003, quando passaram a ser perseguidos.
Integração
Em um restaurante árabe da cidade, o grande desafio para o comerciante era conseguir um cozinheiro especialista no assunto. Foi então que Salah surgiu do outro lado do atlântico. Aos sessenta anos ele deixou a família no Iraque pra viver no Brasil. Ele já tem lições das primeiras aulas de português, e aos poucos ele aprende a falar o idioma.
O jovem garçom Ahmad, de vinte anos, também aproveita a oportunidade de ganhar a vida longe da guerra. Ele teve de fazer uma pequena adaptação em seu nome para agradar a clientela: passou a se chamar Armando. Ele diz que os clientes acham mais fácil chamá-lo assim.
A pequena Nur, de 11 anos, está na segunda série e já diz, em português, que falar a língua não é muito difícil. Sua irmã Hanan, de 12 anos, cursa a terceira série e já começa a enxergar as diferenças entre um Iraque em conflito e um Brasil de paz e liberdade. Ela diz que o país é muito bom, e que não há diferença entre muçulmanos e católicos, entre mesquita e igreja.
Mogi das Cruzes abriga 64 refugiados. Quando chegam aqui, eles recebem cuidados da Cáritas Brasileira, instituição que dá apoio para moradia, auxílio médico e psicológico.
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL772408-5605,00.html
Atualização: 24/09/08 - 17h05
sábado, 27 de setembro de 2008
Notícias de última hora

Segue abaixo reportagem veiculada pelo site Folha Online sobre uma opositora do presidente boliviano, Evo Morales, que diz ter conseguido status de refugiada, junto ao governo brasileiro, em função da recente crise boliviana. Entretanto, a ONU negou esta infomação.
"O jornal "Los Tiempos", de Cochabamba (Bolívia), noticiou nesta sexta-feira que a presidente do Comitê Cívico do departamento (Estado) boliviano de Pando, Ana Melena, disse ter obtido status de refugiada no Brasil, ontem (25), na cidade brasileira de Brasileia (AC). Em nota, o Acnur (agência da ONU para refugiados) negou a afirmação.
Brasileia recebeu dezenas de opositores do presidente boliviano, Evo Morales, depois que o governo federal decretou estado de sítio em Pando, no último dia 12. O governo afirma que adotou o estado de sítio devido ao nível de violência alcançado, dias antes, em um ataque a camponeses pró-Morales, na localidade de El Porvenir. Ao menos 17 morreram.
De acordo com o "Los Tiempos", Melena estava desaparecida desde o último dia 13, um dia depois da decretação do estado de sítio. Em Brasileia, ela disse que seria transferida a uma outra cidade brasileira.
Na nota, o Acnur diz que "não concedeu refúgio" a Melena e não comenta casos individuais porque "a solicitação de refúgio no Brasil é pautada pelo princípio da confidencialidade".
Na entrevista ao "Los Tiempos", Melena teria afirmado que os trâmites foram realizados pelo "governo brasileiro e pelas autoridades do Acnur". "Informou também que há outros pandinos seguindo o mesmo caminho. Um deles é Ricardo Shimokawa, vice-presidente cívico, que está a ponto de obter a mesma certificação", informa a publicação.
Depois da decretação do estado de sítio, ao menos dez pessoas foram presas suspeitas de envolvimento na chacina. Entre elas está o governador de Pando, Leopoldo Fernández. Ele permanece preso na cadeia de São Pedro, em La Paz, acusado de ter incentivado o crime e desrespeitado o estado de sítio.
Fernández é um dos cinco governadores de oposição da Bolívia --que tem, ao todo, nove governadores."
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u449394.shtml